domingo, 28 de fevereiro de 2010

...



"Eles só pensam naquilo", diz-se por aí.
Só queria dizer que nós mulheres temos essa mania de condenar os homens por pensarem com o pênis, enquanto estamos aqui, lindas e inteligentes, pensando com o útero, que é algo bem mais débil de se fazer.
Eles só pensam naquilo [sexo], enquanto nós só pensamos no outro 'aquilo'... A palavra proibida de muitos deles, e nossa preferida. Começa com A, mas não vou escrever toda. Não que eu mesma tenha aversão à palavra tabu. Mas se algum homem ler isso pode ter um ataque epilético ou um AVC e eu prefiro não ser responsável por possíveis mortes - não as acidentais.
A moral da história é que eles são os mais inteligentes dessa coisa toda. E eu tenho vergonha de dizer que tem muito pênis por aí pensando melhor que útero.
Deve ser porque o deles tem cabeça e o nosso é só um vão.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010




A curiosidade matou o gato.
Pobre felino sem alma

Era inocente... Assim como eu já fui.
Maldiiiiiita curiosidade
que eu tenho q reprimir!
Aliás, por que
eu tenho q reprimir?
Isso me acorda o ódio!
...E matará a gata também se ela não se cuidar.
A menos que eu aprenda um jeito de matá-la
sem que ela me mate depois...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


Quem vai levar a culpa por todas as minhas emoções impulsivas?
Quem vai juntar os pedaços que eu deixar pra trás?
Prefiro que não seja eu.
Apagarei meus rastros e evidências.
Até que não sobrem nem mesmo lembranças vagas.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

;)



Aquele lance de tirar o celular de vista com urgência pra que eu não olhasse mais as horas passarem, pra que eu cedesse ao abraço que me puxava para mais perto, teria sido um golpe de mestre se eu não soubesse que foi apenas um palpite sortudo de iniciante.

E se naquele momento eu não me sentisse coisificada, quem sabe eu tivesse cedido ao abraço, à boca perto da minha e a essa curiosidade que me consome...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alter-ego



O porquê do veneno? Os dias simplesmente começaram a mudar. Ou mesmo minha atitude diante deles. Tenho um pré-disposição a ser intolerante. Então, quando já não posso aguentar, o veneno flui.
Entre um e outro rompante de fúria, faço coisas que meu outro eu não permitiria. Tenho vontades hedonistas. Viso a mim mesma. Sobrevenho e me sobreponho quando convém.
Adormeço e acordo esse veneno tantas vezes quantas eu precisar.


E assim, à medida que Alicia nasce, aquela outra se mantém viva.